PENITENTE
As bancas estão mesmo tendo uma enxurrada de hq’s nacionais, que maravilha.Ao passar por uma, me deparei com o PENITENTE, criação do Lorde lobo, conhecido no meio underground por editar a revista Areia hostil.Agora, ele ataca com personagem em revista própria. O Penitente é um assassino profissional, que após a sua morte, foi “contratado” por deus pra voltar pra terra como um morto-vivo, e executar uma missão de salvar inocentes, matando alguns pecadores.Quando ele salvar 70 vezes 7 vezes o número de suas vítimas, ele receberá perdão por seus atos, e irá para o céu. Ao ler a primeira edição, confesso que nada me chamou atenção.O personagem, como o próprio autor diz em um texto no final da revista, não tem nada de muito original, o que nem foi preocupação dele ao criá-lo, e até lembra outros personagens já conhecidos.Mas tudo bem, isso não vem ao caso.O que não me agradou na primeira edição foi que o personagem me pareceu um tanto sem vida (sem trocadilho), apenas mais um personagem comum, em um ambiente comum.Ele age exatamente como se espera, passeando por enredos óbvios.Mesmo suas falas são cheias de clichês.E as duas histórias curtas desse primeiro número não dizem muito sobre as idéias que serão discutidas em suas hq’s. Mas, no segundo número, a coisa mudou um pouco.Uma história mais longa, com melhor elaboração do enredo, e personagens com mais vida.Até as falas do Penitente soaram melhores e com personalidade própria.Ponto pro Lorde Lobo!Destaco também a segunda hq, onde em apenas duas páginas, todo um enredo é nos contado, apenas pela oração de uma criança.O Penitente age como coadjuvante, mas de forma importante, como Will Eisner fazia com o Spirit. Merece destaque também a qualidade gráfica da revista, impressa em offset, bem melhor que aquele papel brilhante que alguns leitores adoram...E o preço de R$4,00 por uma hq em formato americano é bem convidativo. Procure nas bancas de sua cidade, ou envie um e-mail para: contato@lordelobo.com.br
Escrito por Lexy Soares às 16h29
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EXPOZINE, em Itú
Em maio, uma galera de Itú ligada nos movimentos artísticos vai realizar um exposição de fanzines.Eles estão convidando todos os zineiros que quiserem participar, seja enviando seus zines, ou comparecendo no diz da exposição. Vamos lá prestigiar o evento!
Escrito por Lexy Soares às 14h41
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VALE TUDO

Já se tornou tradicional o grande Marcio Baraldi lançar um álbum coletando suas hq's por ano.Mas engana-se quem acha que isso ficou repetitivo.Afinal, a cada ano, ele surpreende com um lançamento melhor que o outro.E, neste ano, a surpresa foi ainda maior.Quem esperava por uma coletânea de suas hq's que saíram esporadicamente em revistas, nos anos 80 e 90, sem personagens fixos? Pois foi justamente o que ele fez. Hq's de quando ele ainda não era muito conhecido, e que saíram em revistas como Chiclete com Banana, Tralha, Porrada, Dynamite, etc. Num tempo em que as bancas tinham opções de quadrinhos de humor pra adultos... O novo álbum segue o mesmo padrão de qualidade e formato dos outros lançamentos via Opera Graphica, com a mesma diagramação da capa, os textos introdutórios, e as hq's. Nessas, uma grande surpresa, mesmo pra quem já tinha lido algumas delas nas revistas antigas.Afinal, nenhuma delas está defasada.Pelo contrário.”Família Sagrada”, que saiu em uma edição da Tralha, e mostra as relações dentro do lar, continua atual. Nas outras hq's, vemos o humor afiadíssimo do Baraldi atacando tudo e todos.Feminismo, devastação ambiental, políticos, sociedade, e até os cartunistas.Isso mesmo, o Baraldi não poupa nem a si próprio.É por isso que a revista tem o subtítulo de “Os Quadrinhos Mais Revoltados do Mundo!”.E ela marca o lançamento do selo “GRRR!”, do Baraldi, que significa “Gibi Raivoso, Radical e Revolucionário”. Outro destaque vão para as histórias feitas em parceria com Marcatti e com Bira Dantas, dois grandes monstros do underground, e amigões do Baraldão.A revista tem até uma fotonovela!Tudo isso pra matar o leitor de tanto rir. O que mais posso dizer?Corra atrás do seu exemplar, e ria de montão! www.operagraphica.com.br www.marciobaraldi.com.br
Escrito por Lexy Soares às 15h16
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INSANIDADE - O FILME

Como presidente de um cineclube, eu tenho acesso à vários filmes independentes nacionais.E um dos filmes que exibi no meu cineclube, e que chamou atenção de todos os presentes, além de mim mesmo, foi a adaptação de Insanidade, hq publicada na revista independente Quadrinhópole, que resultou em um média-metragem interessantíssimo. O filme, como a maioria das adaptações, é diferente da hq.O básico da hq está mantido.Leonardo (os nomes foram trocados por nomes brasileiros, ponto positivo) vai internado sem saber porquê.Ele apenas acredita que foi seu pai quem o mandou pra lá, visto que após uma briga entre os dois, o pai nunca mais dirigiu a palavra pra ele.No hospício, ele tenta convencer os médicos que não é louco, e que sua internação é um erro.Mas quanto mais ele tenta, mais os médicos se convencem que ele está piorando.O roteiro é do próprio Leonardo Melo, autor do gibi, que deve ter mudado a história para diferenciar as duas obras. A diferença do filme pra hq, é que, enquanto na hq, o foco era o dia a dia dele no hospício, no filme, o clima de suspense é o mote principal. No filme, as situações são mostradas mais como uma luta interior dele.Todas as situações são quase surreais, pra acrescentar o clima de loucura.Não dá pra saber o quanto Leonardo está louco, nem se ele será curado.O filme ficou com um clima bem kafkiano, principalmente por mostrar os médicos de uma forma incomum, acrescentando ainda mais loucura ao personagem Leonardo. Outra curiosidade é o fato do filme ser feito todo em chroma-key, técnica cinematográfica, onde os cenários são todos criados virtualmente.Como em Sin City, por exemplo.Nisso, deve-se comentar sobre a direção e direção de fotografia, que resultou em um ótimo trabalho, tão profissional quanto as produções grandes.A fotografia, principalmente, onde os personagens ficaram bem "encaixados" aos cenários, quase não dá pra perceber que é tudo virtual (um ponto também para o designer gráfico que trabalhou no filme).A única ressalva é que dá pra perceber o desconforto dos atores em trabalhar sobre um fundo falso, pois em muitas cenas, os atores não demonstram interação como o ambiente.Percebe-se que eles estão "perdidos" por não visualizar corretamente onde seriam colocados os cenários depois.Mas isso é normal pra quem nunca deve ter atuado dessa maneira. Pra terminar, o filme também tem algumas brincadeira interessantes, como artes da hq, que aparecem em algumas cenas, e a participação dos desenhistas Tako X, e Natanael de Souza Soares, no elenco. O filme está disponível em, dvd, e contém muitas entrevistas, com os realizadores, atores, e técnicos, além de um pequeno especial sobre o lançamento do filme. Vale bastante conferir o trabalho. www.filmeinsanidade.com.br www.quadrinhopole.com
Escrito por Lexy Soares às 15h37
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CAFÉ ESPACIAL

Tem revista que, apesar de independente, já nasce com cara de profissional.Esse é o pensamento que tive ao ler a Café Espacial.Tive o prazer de conhecer a revista com o exemplar nº 2,de abril.É realmente uma revista feita com carinho,e dedicação das pessoas que levam o trabalho a sério, sendo independente, ou não. A revista é o tipo de publicação dos sonhos de todo editor independente, pois trata de todos os assuntos que nós gostamos.Música, quadrinhos, cinema e literatura convivem lado a lado, sem que uma forma de arte comprometa a outra. Neste nº 2, o que mais me chamou atenção foram os quadrinhos.Principalmente "Amore Lupus", de Bárbara Stracke (roteiro) e Laudo (desenhos), sobre a paixão de um cachorro por sua dona; e "A Chuva", de Mário Cau, muito interessante, por sua visão poética da solidão e da chuva.Muito bela. O conteúdo todo da revista é bem trabalhado para informar o leitor sobre o melhor do underground.Divulgação de bandas (neste, temos The Dead Rocks), entrevistas, etc.Neste número 2, uma surpresa(ao mesmo, pra mim) é um conto feito pelo Laudo.O Conhecido quadrinhista também ataca de contista, e muito bem, diga-se, com "The Girl Has The Taste of Paçoca On Her Lips". Uma revista feita para quem aprecia toda as formas de arte underground.Custa R$5,00, e pode ser encontrada nos pontos que vendem as edições da Quarto Mundo.
Escrito por Lexy Soares às 11h00
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MUERTOS

Daniel do Santos está sendo uma grande surpresa do meio quadrinhístico nacional. Com seu traço à la Frank Miller, e suas hq's "intimista-noir", ele tem lançado interessantes quadrinhos de forma independente.Primeiro, foi "10 centavos", que saiu encartado numa edição do QI.Agora, temos Muertos", que ele lançou em seu blog, depois de terminado, publicou impresso, com distribuição pelo Quarto Mundo, e novamente encartando no QI. A história, é uma adaptação de um conto de Zanthos Aybrom.Mesmo sem conhecer o conto, ao ler a hq, dá pra imaginar onde está o conto, e onde está o quadrinhista.Afinal, a maioria das página são com os pensamentos do personagem, tendo os desenhos pra ilustra apenas o local onde ele se encontra.Mas engana-se quem achar que a hq não passa de um conto ilustrado.Pelo contrário, Daniel Santos soube muito bem evitar isso.As imagens contam a história, nos mostrando o movimento do personagem, não mostrando o óbvio que o personagem narra, como ocorreria numa adaptação mal feita. Nela, Luiz, um bandido, está dirigindo pelas estradas do Paraguai, quando se depara em uma vila chamada Muertos.Lá, ele só encontra pessoas em um bar.Mas os freqüentadores são todas figuras mortas.E, entre pessoas conhecidas da mídia, alguns conhecidos pessoais de Luiz. A história parece um longa metragem, com seu ritmo lento, e muitas ações acontecendo.Apesar da história não te rum ritmo cansativo, o começo demora muito pra mostrar alguma coisa, e certas passagens desse começo poderiam ser mais concisas, levando a história de forma mais direta.Mas apesar disso, a leitura agrada bastante, prendendo o leitor até o fim. Pra quem quiser adquirir, é só entrar em contato com o autor: http://www.ds.art.br
Escrito por Lexy Soares às 16h36
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MUERTOS

Daniel do Santos está sendo uma grande surpresa do meio quadrinhístico nacional. Com seu traço à la Frank Miller, e suas hq's "intimista-noir", ele tem lançado interessantes quadrinhos de forma independente.Primeiro, foi "10 centavos", que saiu encartado numa edição do QI.Agora, temos Muertos", que ele lançou em seu blog, depois de terminado, publicou impresso, com distribuição pelo Quarto Mundo, e novamente encartando no QI. A história, é uma adaptação de um conto de Zanthos Aybrom.Mesmo sem conhecer o conto, ao ler a hq, dá pra imaginar onde está o conto, e onde está o quadrinhista.Afinal, a maioria das página são com os pensamentos do personagem, tendo os desenhos pra ilustra apenas o local onde ele se encontra.Mas engana-se quem achar que a hq não passa de um conto ilustrado.Pelo contrário, Daniel Santos soube muito bem evitar isso.As imagens contam a história, nos mostrando o movimento do personagem, não mostrando o óbvio que o personagem narra, como ocorreria numa adaptação mal feita. Nela, Luiz, um bandido, está dirigindo pelas estradas do Paraguai, quando se depara em uma vila chamada Muertos.Lá, ele só encontra pessoas em um bar.Mas os freqüentadores são todas figuras mortas.E, entre pessoas conhecidas da mídia, alguns conhecidos pessoais de Luiz. A história parece um longa metragem, com seu ritmo lento, e muitas ações acontecendo.Apesar da história não te rum ritmo cansativo, o começo demora muito pra mostrar alguma coisa, e certas passagens desse começo poderiam ser mais concisas, levando a história de forma mais direta.Mas apesar disso, a leitura agrada bastante, prendendo o leitor até o fim. Pra quem quiser adquirir, é só entrar em contato com o autor: http://www.ds.art.br
Escrito por Lexy Soares às 16h32
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THE DOORS COMICS
Essa parecia não ser do Brasil. Quando eu entrei na loja HQ Mix, me deparei com essa pequena revista na prateleira, e pensei "que legal!Uma revista em quadrinhos sobre a banda The Doors!"Achei que fosse alguma edição underground americana.Qual não foi minha surpresa ao ler na capa o nome Daniel Gisé.Fiquei ainda mais curioso. Bem, li a revista de cabo a rabo de uma tacada só, e posso dizer que a revista não é só curiosa, como também muito competente.Mas vamos começar explicando do que se trata. Tudo começa quando Daniel Gisé, um fã da banda começa a estudar tudo sobre eles, incluindo histórias engraçadas de bastidores.ele começou a produzir algumas tiras com as situações engraçadas que encontrou sobre eles.Assim, surgia o site The Doors Comics, com tiras e hq's sobre esse lado bem humorado da banda, cujos roteiros contaram com colaboração, depois de conversas com um agente de imprensa da banda.Tantas histórias resultaram em várias hq's bem sacadas, onde o dia a dia de uma banda é desmistificado através de situações comuns.As drogas, as gravações, as idéias pra letras, as fãs, tudo mostrado num traço cartunesco bem simples.É muito interessante ver uma banda que atingiu o estatus de lenda como os Doors sendo mostrados de uma forma tão humana e divertida. Vale conferir, principalmente pra quem é fã da banda. www.danielgise.com www.thedoorscomics.com www.sociedade.radioativa.com.br
Escrito por Lexy Soares às 14h13
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N' ROLL
 mercado nacional de quadrinhos, às vezes, tem umas surpresas bem inesperadas. Ao passar por uma banca, vi na prateleira uma nova revista em quadrinhos, chamada N’ROLL.Me espantei com o lançamento, com o fato de ela ser editada pela revista Roadie Crew (revista especializada em Heavy rock), e principalmente, com o precinho bem convidativo (só R$3,90. Espero que continuem assim por muito tempo). Ao pegar a revista em mãos, a qualidade gráfica é outro atrativo que chama atenção.Ponto pra editora, que pelo visto, quer investir na longevidade da revista. E quanto à história? Bem, inicialmente, me pareceu nada convidativa.A proposta da revista é, a cada edição, apresentar uma quadrinização de uma letra de música.Não me convenceu.Mas ao ler a história, gostei.A edição de estréia apresenta a quadrinização de “Time to be Free”, do André Matos.A história, com roteiro de Gustavo Fiali é bem competente, pois mais do que ter imagens exatamente como narrada pela música, é uma interpretação das imagens que ela evoca.Assim, o autor deu à música uma história própria. Os desenhos de Greg Tocchini são bons, apesar de alguns quadros não estarem tão bons quanto outros.Mas nada que mais experiência não ajude a melhorar.No geral, só por não apresentar nenhum virtuosismo estilístico, nem seguir o estilo Jim Lee ou manga, ponto positivo. E quanto à história?Ela começa nos apresentando um rapaz no parapeito de um prédio, prestes à se jogar.Enquanto ele se prepara, lembra de sua vida, e de como ele está confinado à uma prisão social.Para isso, ele embarca numa viagem espiritual interior, pra se encontrar e, talvez, começar a viver livremente.A hq tem bons momentos, embora o texto seja um tanto verborrágico.Em alguns momentos, mais parece um conto ilustrado do que uma hq propriamente.Mas há uns momentos, onde o autor se deixa levar pela linguagem de hq, que ela se torna perfeita.Como nas cenas com a namorada do personagem, ou na última página. No final da hq, tem um texto onde o autor explica sua visão da música e suas idéias pra hq, e uma entrevista com André Matos. E a chamada para a próxima edição, que trará uma hq baseada numa letra do Nightwish. Esperemos que essa revista tenha uma vida longa, e que conquista os leitores, sejam fãs de Heavy, ou não. E nota 10 pra Roadie Crew pela iniciativa, e pelo preço.Quem sabe, se essa revista fizer sucesso, eles não podem começar a produzir outras hq’s sem estarem ligadas à música?
Escrito por Lexy Soares às 15h03
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AGAKÊ

Alguns editores de zines acreditam que o melhor modo de fazer crescer o underground nacional é apoiando os produtores.E Paulo Joubert é um desses.E o meio que ele encontrou pra fazer mais pelos artistas de hq nacionais é criando o AGAKÊ, um zine cuja proposta é, a cada edição, publicar trabalhos de um artista diferente. Um dos publicados sou eu, que estrlei a edição nº 11. Como fica chato resenhar um trabalho próprio, só posso dizer que eu fiz várias tiras e qlaugma hq's onde eu sou o personagem pricipal, À exemplo de autores como Harvey Pekar, Laerte e Angeli.AMs eu não coloquei fatos reais da minha vida, mas satirizei coisas que podem acontecer na vida de um quadrinhista. Adquira um exemplar, e se prepare pras risadas (eu espero...). Paulo Joubert Caixa Postal: 108 BH/MG CEP: 30161-970 pjcinehq@gmail.com VALOR: 2 selos de 2º porte
Escrito por Lexy Soares às 16h31
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 Mais uma hq do meio independente que tive o prazer de ler. A revista Quadrinhópole, que já deve ser uma conhecida do público leitor que acompanha o meio independente.Ela até ganhou um prêmio HQ Mix.E merecidamente, diga-se de passagem. Eu acabei de adquirir o número 6, que apresenta a hq “Insanidade”.Essa hq deve ser conhecida atualmente por ter sido adaptada pra um filme de média metragem (Que eu também pude conferir, e comentarei em breve). Insanidade tem uma pequena história de bastidores, pois era pra sair seriada na revista, mas problemas com o desenhista fez com que ela fosse publicada inteira, e meses depois do previsto. Mas vamos à ela. A história começa como quase todas as histórias de personagem que vai internado pro hospício sem saber porque.Um começo desanimador.Mas o autor, Leonardo Melo, soube caracterizar os personagens de modo à que essa pequena deficiência não atrapalhasse.E, na verdade, essa impressão é só no começo, e logo ia embora. Leonard Nicholson, o personagem, é internado após uma briga com seu pai.Segundo ele, seu pai deve telo mandado pra lá, por causa dessa briga.Pois desde então, os dois nunca mais se falaram.Ele tenta convencer todos de que não tem nada de errado.Mas quanto mais tenta, mas as pessoas (médicos, sua família) acham que ele está pior. A maior parte da história é sobre o dia a dia de Leonard na instituição, e seu convívio com os loucos do lugar.E, a cada dia que passa, parece que Leonard vai enlouquecendo mais. O desfecho da história é bem criativo.Não vou contar, pra quem não leu, é claro.Mas vale a pena adquirir a revista, que além de uma hq muito boa, tem um preço excelente, apenas R$3,00.Ela pode ser adquirida através do Quarto Mundo, ou direto com os editores. Acesse: http:/4mundo.com www.quadrinhopole.com
Escrito por Lexy Soares às 14h50
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BOCA DO INFERNO.COM
 Quem gosta de terror, já deve conhecer o site Boca do Inferno. Trata-se de um portal de informações sobre as mídias de terror, seja em filmes, livros, e quadrinhos.E são muitos os quadrinhistas que fazem terror e tem suas obras divulgadas no site. Pensando nisso, o editor do site se juntou à editora SM(atual JÚPITER 2), para a publicação de uma pequena antologia em quadrinhos de terror.O resultado, lançado em janeiro de 2008, é a hq Boca do Inferno.com”. São 32 páginas no padrão de qualidade que já é característico da SM, custando apenas R$ 3,00. E o conteúdo não decepcionara nenhum fã do gênero.São quatro hq’s curtas, onde destaco “Um Coração de Presente”, de Walter Junior, que abre a revista. A história possui um estilo clássico, mas na linguagem moderna. E tem até um narrador nos moldes da saudosa “Cripta”.Outro destaque é “Hooker Avenger”, de José Sales, e desenhos do Laudo, que sempre enche os olhos de qualquer leitor. A revista é bem competente, vale uma conferida.
Escrito por Lexy Soares às 09h50
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ABC COMICS 2008

No dia 28 de setembro, a cidade de MAuá terá masi uma edição do ABC Comics, tradicional evento de quadrinhos e afins que ocorre Há anos na cidade.Agota de endereço novo, a organizxação promete muitas atrações, algumas já conhecidas das edições anteriores, outras inéditas. Uma delas é a presença do Cineclube Pilar de Mauá, que estará lançando o filme INIMIGO, que é o primeiro média-metragem produzido na cidade. Confiram a programação no site deles www.abccomics.com.br
Escrito por Lexy Soares às 16h18
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PATACOADA#1

Mais uma revista da Editora Júpiter II me caiu em mãos: Patacoada, uma revista dedicada aos quadrinhos de humor. A edição que tive o prazer de ler foi a número 1, lançada em junho.A qualidade gráfica já é a conhecida pelos leitores da Editora (Que antes, se chamava SM), não devendo nada às edições das grandes editoras.E o conteúdo da revista, que é o que importa, agradará com certeza os que gostam de hq’s de humor, pois apresenta vários estilos diferentes, feitos pelos talentos mais conhecidos do underground nacional. O grande Laerçon abre a revista com seus personagens, como Paraibanos de Subúrbio, Zé Boy, etc.Uma ótima maneira de matar a saudade do excelente zine Boca Suja, que ele editava, e que se tornou um dos zines mais queridos no meio.São seis páginas com o estilo simples e politicamente incorreto do autor, que, se tivéssemos um mercado editorial de hq’s competente, seria um astro do humor. Outros que destaco são Marcelo Dolabela, que também possui um humor em corrosivo, e cujo zine KH-Neira está se tornando bem conhecido pelos apreciadores do humor. Benjamim Peppe, personagem do Anjos, comparece em uma hq onde os personagens disputam uma partida de futebol. E Milson Henriques, com a solteirona Marly, personagem que ele publicava nos anos 70, na revista Patota, e que, à despeito do que eu pensei quando li o editorial, possui um estilo de humor bem contemporâneo.Adorei conhecer. Mas, além destes, a revista tem vários outros colaboradores, em hq’s muito engraçadas.Segue abaixo a lista comlpeta de colaboradores: Laerson J. Santos (The Paraibanos de Subúrbio); William Rafael (Matraca); Paulo Miguel dos Anjos (Benjamim Peppe); Fábio Tubay (Beto e Bia); Milson Henriques (Marly); Jeferson Adriano (Alvino); Marcelo Rodriques (Mique Jegue); Marcelo Dolabella (KH-Neira Zine). Aí está uma revista que tem tudo pra ter uma “careira” de sucesso no meio independente nacional. Se você quer dar umas boas risadas com hq’s, é só pagar a merreca de R$3,00.Pedidos para José Salles, pelo e-mail smeditora@yahoo.com.br
Escrito por Lexy Soares às 15h43
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MENINO CARANGUEJO
 Muito se fala na renovação dos leitores de hq’s no mundo.Alguns dizem que as ova mídias estão tirando os leitores de hq pelo fato de as hq’s não investirem mais nos novos leitores, as crianças.Se isso é fato, então, é sempre bem-vinda uma iniciativa voltada para o público mais jovem.Principalmente quando também agrada o público adulto, como é o caso do Menino Caranguejo. Produção da Splinter Comics, e Caranguejo.com, a revista é produzida através de leis de incentivo do governo de Joinville (atenção rodutores de hq:tentem isso em suas cidades!), e realizada pela equipe toda.Na primeira contra-capa tem uma lista dos autores, e todos colaboraram em todas as etapas da produção.O resultado, que poderia parecer descoordenado, pelo contário, possui uma uniformidade.O que mostra que todos os envolvidos se empenharam, e tinham a mesma visão do personagem. A revista é feita com papel reciclado, de muito boa qualidade, tem 36 páginas, e formato americano. A história tem como base a educação ambiental, mas sem a pieguice de ser didática.Ainda bem!Neste primeiro número, somos apresentados ao Menino Caranguejo de forma bem diferente, com as situações já começadas, talvez uma forma dos autores de criar espectativas no leitor em saber mais.Dois pesquisadores encontram um artefato, que é em seguida “roubado” pelo Menino Caranguejo.Enquanto um deles tenta ajudar o menino, ou outro, ambicioso, quer o artefato pra ficar rico e famoso.Mas isso é só o começo, a saga continua nos próximos números...(será que não seria melhor criar hq’s fechadas?). O Roteiro, como eu disse antes, é bem elaborado, sem discrepÂncias,e a arte é bela, meio mangá, mas com estilo próprio, ainda bem. Custa R$ 6,00, e pode ser adquirida pelo Quarto Mundo, ou pelo vendas@meninocaranguejo.com Mais informações sobre o personagem no blog oficial da revista: http://meninocaranguejo.com/blog/
Escrito por Lexy Soares às 15h54
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